sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Correndo atrás do tempo perdido

De acordo com os meus cálculos, hoje (06/09/11) estou com 7 semanas e 2 dias. Quase dois meses.
O cálculo é fácil de se fazer:
Você pega o primeiro dia da sua última menstruação, que no meu caso foi dia 18 de Julho.
Soma-se 7 dias, que pra mim dá 25 de Julho.
Do dia 25 de Julho até o dia 06 de Setembro = 7 semanas e 2 dias.

De acordo com o exame de sangue, eu estou entre 2 e 3 meses.
Só na ecografia eu vou ter certeza.

Liguei pra Dra. Lúcia, uma amiga nossa que é ginecologista e obstetra. Ela me disse que eu deveria logo marcar uma consulta pra fazer uma ecografia morfológica o mais rápido possível, pois eu já estava no fim do primeiro trimestre, onde acontece a principal fase de formação do bebê. Então eu precisava saber se está tudo bem.
Liguei pra vários consultórios dentro do meu plano de saúde, e o mais rápido que eu consegui foi dia 21 de Setembro.
Voltei a ligar para a Dra. Lúcia e ela me instruiu a ir então pra um hospital qualquer com pronto-socorro e dissesse que estou me sentindo mal, daí o médico plantonista iria me passar os exames necessários.
Não concordei em mentir, mas nesse dia eu estava mesmo passando mal. Não tinha Dramin que dava jeito.

Bom, aqui começa o dia do meu teste de explosão emocional:

Fui pro HCB (Hospital das Clínicas de Brasília). Chegando lá falei que estava gestante e que estava me sentindo muito mal (era fato), o enjoo estava me matando.
Da hora que cheguei até ser atendida pelo médico de plantão foi bem rápido, coisa de 15 minutos.
O médico nem olhou pro meu rosto, tenho certeza que se perguntasse pra ele se eu era jovem ou velha, ou que cor era minha roupa, ele jamais saberia. Simplesmente ele me passou um milhão de litros de soro com Plasil (medicamento que sempre que tomo me dá vontade de sair correndo, me dá desespero, sei lá, umas reações estranhas que eu não sei explicar). Eu disse que não me sinto bem tomando Plasil, mas ele me disse que pra grávida não tem muita opção. Afff...
Fiquei lá das 14hrs até às 19hrs tomando soro. 5 horas direto deitada numa maca, sem nada pra fazer, sozinha, ouvindo crianças e velhinhos gritarem e chorarem por causa das agulhadas.
Ah, e por falar em agulhadas, a enfermeira açogueira, não encontrava minha veia e ficava dizendo que era muito fininha, como de criança. Na primeira "furada" escorreu sangue no lençol e manchou muito. Affff... Sempre que passava alguém por mim ficava ali olhando fixamente pra todo aquele sangue na cama. Vai saber o que se passava na cabeça dessas pessoas.
Eu não consegui dormir com toda aquele gritaria de crianças. E pra completar meu celular tinha acabado a bateria, então eu levei o da minha mãe, que por sinal só tem um mísero joguinho de tetris, que só me dava raiva. Estava também sem meu netbook, sem caderno, sem caneta, sem nada!
Só de me lembrar desses acontecimentos já me dá agonia e já fico irritada.
Comecei a ficar contando cada gota do meu soro que caía... Parei no 829. Comecei a ficar com vontade de correr. Maldito efeito colateral do Plasil.
Ligava pro Diogo a cada 20 minutos, depois comecei a ligar a casa 10, e por fim já estava ligando de 5 em 5 minutos. Ela só me dizia: "Calma amor, já tô quase indo te buscar". Calma piiiiiiiiii.... Vem logo me buscar *$%@#...
Vi 3 pessoas chegarem depois de mim e irem embora antes de mim. Era de fato uma tortura.
Finalmente o 4º litro de soro (o último, graças a Deus) acabou! Senti um alívio tão grande que é indescritível. Aí o Diogo resolve chegar agora... Afffff... Agora eu não preciso mais de você.
Voltei lá no médico com vontade de matar até a última geração dele, mas fui lá pq ele ainda não tinha me passado merda de exame nenhum.
Sabe o que ele me disse? "Prontinho, pode ir pra casa e descanse bastante".
O que? E as porcarias dos exames?
"Não. Depois seu médico te passa. Vai com Deus"
E vc fique com o diabo... Ahhhhhhhhhhhh... Que raiva. Depois repreendi esse meu pensamento, mas na hora eu quase disse isso mesmo.

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