quarta-feira, 25 de abril de 2012

Relato do meu Parto

Demorei, mas finalmente estou aqui pra contar nos mínimos detalhes o relato do meu parto.
Como vocês leram no post anterior, eu estava extremamente ansiosa pela chegada do trabalho de parto. Queria sentir as contrações, queria participar do parto ativamente, eu queria trazer minha princesa pra fora do forninho. Mas eu já tinha entrada na 38ª semana e nenhum sinal de TP (Trabalho de Parto). Na verdade, já faziam algumas semanas que eu sentia umas cólicas fraquinhas, como se eu fosse menstruar, mas pra mim, isso não era nada. O pior era imaginar que poderia ainda durar mais um mês, chegando as 42 semanas.

Na quarta-feira, dia 11 de Abril, eu estava com exatamente 38 semanas + 2 dias, de acordo com a DUM (Data da Última Menstruação). Acordei de manhã, fui trabalhar normalmente, desci e subi escadas várias vezes (na tentativa de engrenar um TP), fui ao supermercado, voltei pra casa já à noite, jantei e durante o jantar minha prima me mandou uma msg de texto me perguntando se eu já estava sentindo algo, e eu disse que nada ainda. Mas notei que minha barriga tinha descido durante o dia. Disse a minha mãe que dessa semana não passava. Fui dormir.
Lá pela 1 hora da manhã, de quarta para quinta feira, acordei com aquela cólicazinha chata, que eu já estava sentindo a muitas semanas. Fui ao banheiro e logo passou. Voltei a dormir. Quando deu 2 horas da manhã, acordei de novo com o mesmo quadro. Logo passou e voltei a dormir de novo. Isso se repetiu mais duas vezes, e quando deu 5 horas, eu me levantei de novo e só aí notei que elas vinham exatamente de hora em hora. Meu Deus, estou em TP!!!! Só aquela hora tinha caído a ficha.

Voltei pra cama, mas não quis acordar o Diogo, pois sabia que dali pra frente ele não dormiria mais.
Tentei dormir de novo, mas a essa altura eu já estava na adrenalina pura. Essas cólicas já estavam de meia em meia hora. E quando elas vinham eu me mexia muito, tentando encontrar uma posição mais confortável. Nesse mexe mexe, o Diogo acordou, e deu de cara com minha bunda pra cima, rsrsrs... Sim, eu estava fazendo um malabarismo na cama, hehe... Eu olhei pra ele e disse: "Amor, chegou a hora!". Em 2 segundos ele deu um pulo da cama, me beijou e disse: "Então vamos pro hospital. Liga pra todo mundo já avisando." Eu disse que não. Que só iria sair de casa quando as contrações estivessem de 10 em 10 minutos, como o médico já tinha me explicado. E disse tb que não ia ligar pra ninguém aquela hora, afinal, ainda eram 6 horas da manhã.
O Diogo, então, fez uma observação incrível. Era quinta-feira, dia 12 de Abril de 2012, o dia em que nós fazemos exatos 7 anos juntos, contando namoro, noivado e casamento. Que data linda que Deus escolheu!

Fui tomar banho feliz da vida. Agradeci a Deus por aquilo estar acontecendo comigo, por eu não ter que esperar 42 semanas pra conhecer minha princesa. De repente começou a sair o tampão, saiu tudinho de uma vez só. Ali eu pude confirmar que era mesmo meu tão esperado trabalho de parto.
Saí do banho cantarolando e rindo à toa. Terminei de arrumar a malinha da Sarah e a minha, conferindo se não tinha me esquecido de nada. Fui fazer chapinha no cabelo, afinal, eu não queria sair feia nas primeiras fotos.
Quando deu 7:30hrs, as contrações já estavam de 10 em 10 minutos, mas totalmente suportáveis. Liguei pra Laysa (minha amiga que iria ficar comigo no hospital) dando a notícia, ligamos tb pros pais do Diogo e para alguns amigos mais próximos. O Diogo foi lá na casa da minha mãe contar que estava na hora e logo e veio me ver já com os olhos marejados.
Saímos de casa às 8:00 hrs, passei no meu trabalho e me despedi do pessoal. Abracei minha mãe e disse que logo logo ela iria conhecer a primeira netinha. Ela já estava chorando bastante, mas eu estava firme. Abracei meu pai e disse que tudo iria ficar bem, para ele não se preocupar. Daí ele resolve chorar. Meu Deus, ele chorou muito. Aí eu desabei. Comecei a chorar tb. Ficamos alguns segundos nos abraçando e chorando juntos. Era um misto de emoções...
Saímos em direção do hospital eu, Diogo e Laysa. Todos com um nó na garganta. Meu pai soube nos deixar emotivos.
Chegamos ao hospital (HRAS/HMIB) e logo fui atendida. Nisso já eram umas 10:00hrs. Me decepcionei ao descobrir que eu só tinha 1 cm de dilatação. O médico mandou eu ir pra casa ou pro shopping, caminhar, aguachar, rebolar, sentar e levantar... É, pelo o visto iria demorar. Então levamos a Laysa no trabalho, e se engrenasse mais a gente buscaria ela de novo.
Eu e o  Diogo fomos andar no shopping. Como eu ainda não tinha comprado a cinta pós-parto, passamos numa loja e compramos. Quando a contração vinha, eu parava e aguachava. Imagina a cara das pessoas me olhando!!!
Já era meio-dia, e eu estava morrendo de fome, pois não tinha comido nada. Como eu estava só com 1cm de dilatação, sabia que ia demorar muito, então resolvemos almoçar. Fomos comer no Burguer King, kkkkk... Ninguém merece, né? Mas é o que deu vontade de comer, então como um último desejo de grávida, resolvi comer lá mesmo.
Mal comecei a comer e notei que as contrações estavam bem mais fortes, e no meio da muvuca de gente, na hora do almoço, em um shopping, não deu outra. Pedi ao Diogo pra me tirar dali, pois aquilo estava me enlouquecendo. Nem terminei de comer, mas senti um alívio ao entrar no carro e ficar sozinha.

As contrações estavam começando a apertar e estavam de 5 em 5 minutos. A Laysa ligou e pediu pra busca-la, pois ela não conseguia se concentrar no trabalho. Buscamos e voltamos pro hospital. Já tinham passado 3 horas, quem sabe já não deu uns 4 cm. Quando a médica fez o segundo toque disse que eu só estava com 2 cm. Ai, mais uma decepção. Estava muuuuuuuuito devagar. Ela ainda me disse que lá naquele hospital não teria vaga hoje pra mim, que eu deveria ir pro outro hospital, onde lá eles são obrigados a me atender, pois meu endereço cadastrado é o da Asa Norte.
Ok, fomos para o HRAN.

Logo que chegamos lá, chegaram tb os pais do Diogo e um irmão dele com a esposa e filha. Queriam acompanhar o andar da carruagem. Lá estava bem cheio e demorei a ser atendida. Quando finalmente entrei pra fazer o terceiro toque, notei que estava com sangramento. 3cm de dilatação. Mas que saco. Ainda? Mas mesmo assim o médico resolveu me internar, por causa do sangramento.
Já me mandou pra uma salinha com as enfermeiras, onde elas me deram a camisolinha sexy de hospital, que eu só me livraria dela 5 dias depois.
Saí na porta, onde meu marido e todos me esperavam. Quando o Diogo me viu já vestida daquele jeito, os olhinhos dele se encheram de lágrimas. A Karolzona tb estava lá agora, pra me dar um tchauzinho.
Me despedi de todos que estavam lá, entreguei todas as minhas coisas pro Diogo e voltei eu e a Laysa. Agora era só nós duas.

Fizeram meu cadastro, colocaram soro com glicose em mim, e me encaminharam para um quarto.
O quarto era ótima, por se falar de hospital público. Era individual, tinha ar condicionada, duas enfermeiras a minha disposição, eu poderia tomar banho na hora que eu quisesse e poderia ficar na posição que melhor me agradasse. As enfermeiras me explicaram o quanto era importante minha respiração, pois o bebê precisava de mais oxigênio durante as contrações e eu não podia prender a respiração. Me ensinaram a cheirar a florzinha e soprar a velinha (puxar com o nariz e soltar com a boca).
De hora em hora o médico vinha e monitorava o coraçãozinho da Sarah e fazia um novo toque, pra avaliar a evolução do TP. Às 15:00 hrs, os mesmos 3cm se manteve.
A Laysa me ajudava muito fazendo massagem na lombar quando as contrações vinham, e até que davam uma aliviada. As contrações estavam em 3 a cada 10 minutos, e cada vez se intensificavam mais.
Comecei a ter enjoo. Talvez eu não deveria mesmo ter comido. Muito enjoo. Por várias vezes pedi que me dessem um Dramin ou Plasil, sei lá. Mas eles não me davam nada.
Às 18hrs fizeram um novo toque, e advinhem só? A médica disse que estava com 2,5cm. Como assim? Às 15hrs estavam em 3cm, e 3 horas depois estão com 2,5cm. Como assim??? Foi quando me desesperei. Pronto. Daí pra frente eu não sorria mais. Antes, entre uma contração e outra eu ria, conversava, brincava, mas depois dessa, entre uma contração e outra eu só chorava.

Não sei se foi por causa do desespero, mas daqui pra frente as dores se multiplicaram grandiosamente. Eu já não gemia mais durante as contrações, e sim gritava de dor. Comecei a ficar escandalosa mesmo. A única coisa que as enfermeiras não cansavam de repetir era: cheira a florzinha e assopra a velinha. Isso já estava me irritando.
Me levaram pro chuveiro, e a água quente batendo na lombar dava uma aliviada, mas eu não tinha mais ânimo.
Voltei pro quarto, e agora a dor aumentou mais ainda. Me desesperei mais ainda, e comecei a pedir anestesia. Eu não queria mais parto normal. Logo eu que sempre defendi PN, logo eu que convencia a todos que PC é só em último caso... Eu não estava mais suportando a dor. Queria porque queria um PC.
Fiz a Laysa ligar pro meu pai e pedir pra ele correr atrás de outro hospital. Eu queria ser transferida, pois pelo SUS eles só fazem parto cesário se tiver algum risco pro bebê ou pra mãe, o que não era o caso. Meus pais tentaram de tudo, mas não havia vaga em nenhum hospital que minha médica particular atendia.
Me lembrei que eu fui pra um hospital público exatamente por esse motivo: eu queria tanto PN que optei pelo SUS, pois sabia que lá por mais que eu pedisse PC eles não iriam fazer nada. Dito e feito. Não importava o quanto eu gritava, o quanto eu pedia, eles nem se mexiam.
A raiva foi tomando conta de mim. O descaso deles era muito grande. Eles não faziam absolutamente nada. Se eu estivesse com minha bolsa ali, já teria tomado uma cartela de Buscopan ou algo parecido. Ta explicado pq eles não deixam vc entrar com nada, pois no auge do desespero, qualquer mulher se doparia de remédio.

Quando deu meia-noite, veia uma médica plantonista e me fez mais um toque: 5cm. Me alegrei um pouco mais. Mas as contrações não eram coniventes com a dilatação. Muita dor, pouca dilatação. É... Minha bebê não nasceria no dia 12.
1:00hr da manhã, novo toque. Os mesmo 5cm. Veio um médico e disse que ia estourar minha bolsa, pra ver se acelerava a dilatação. Ele enfiou a mão com tudo... Mexe pra lá e mexe pra cá. Nada de estourar. Quando ele desistiu e já tava tirando a mão, eis o banho de água quente! Afff... Que nojento. O líquido estava claro, o que significava que não havia mecônio, mas tinha rajadas de sangue.
De repente uma contração, a mais forte até agora. Gritei de susto. Não esperava essa contração forte assim.
Daqui pra frente as contrações vinham muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito fortes. Nada comparado as de antes de estourar a bolsa.
Eu olhava nos olhos da Laysa e implorava: "Lalá, me tira daqui! Me tira desse hospital! Eles não fazem nada! Eu não vou sobreviver!". Tadinha, ela deve ter enlouquecido sem ter o que fazer.

Fui de novo pro chuveiro pra ver se aliviava. Cheguei lá quase me arrastando. Me enfiei lá e fechei os olhos. Pedia a Deus que me tirasse logo dessa. Que a Sarinha viesse logo. Me senti fraca. Não tinha mais forças. Sentia que ia desmaiar a qualquer momento.
A Laysa me disse que ia trocar de lugar com a Karol, minha outra amiga, pois ela estava muito cansada, e elas iam revezar pra aguentarem. Ok! Só pedi que ela saísse de lá só quando a Karol chegasse, pois eu não queria ficar sozinha.
A Karol chegou com uma carinha de dó. Ela pegou só a pior parte, a parte onde o desespero era grande, onde a dor me dominava, onde eu estava sem chão. A Laysa foi embora, e dias depois fiquei sabendo que ela foi embora pra desabar a chorar...
Minha mãe conseguiu entrar por 2 minutos pra me ver. Ela me viu num momento até bom, quando eu tava no chuveiro ainda. Tadinha! Chorou muito. Disse pra eu ficar firme que ela tava lá fora fazendo de tudo pra me ajudar, ligando pra todos os médicos que ela conhece pra ver se consegue fazer algo por mim. Ela saiu muuuuuuuuuito abalada por ter me visto naquele estado.
Meu pais conseguiram entrar em contado com alguns médicos amigos, e um deles esteve lá no hospital para tentar convencê-los a me darem uma anestesia. Mas todo o esforço foi em vão. Eles só fazem em caso de risco.

A partir desse momento a dilatação evoluiu, mas as dores continuavam extremamente fortes, e casa vez menos espaçadas. Tinha contração que eu conseguia me controlar, e tinha outras que eu berrava. Em algumas eu tinha que me levantar da cama, e eu saía tão correndo da cama que por várias vezes o acesso do soro quase saía. A Karol tentava me segurar, mas a força que eu fazia pra me sair dali era imensa.
Eu perdi a noção do tempo... Não sabia que horas eram.
A médica voltou. Novo toque. 7cm.
Veio uma enfermeira e me ensinou a fazer força pra ajudar. Disse que eu tinha que por o queixo no peito, pra não fazer força no lugar errado, segurar no ferrinho que tinha dos dois lados da cama, abrir bem as pernas, dar uma levantadinha no tronco e fazer força de cocô. Sempre que viesse a contração eu deveria seguir esse roteiro. Na maioria das contrações eu conseguia fazer isso, mas às vezes a dor era tão forte que sem perceber eu fazia era o contrário: fechava as pernas, virava de lado e prendia a respiração. Daí vinha a enfermeira e dizia: "cheira a florzinha e assopra a velinha!" Que merda de florzinha o quê! Que saco. Não quero saber de bosta de flor nenhuma.

Teve momentos que eu dava umas viajadas... Seria cômico se não fosse trágico.
Me lembro de dizer com os braços abertos: "Deus, a ti entrego o meu espírito!". rsrsrsrs...
Também falava: "Deus, por que me abandonastes?".
Depois dizia: "Senhor, se possível, afaste de mim este cálice sem que eu o beba, mas seja feito a MINHA vontade." kkkkk...
Agora até dá pra rir dessas cenas...
Sei que apertei, mordi, puxei a Karol de todos os jeitos. Essa é uma amiga que tem garra, viu?

Durante a madrugada eu cheguei aos 9cm de dilatação, mas aqui empacou de novo. Ficou nesses 9 a madrugada toda, até de manhã. Assim que amanheceu o dia me colocaram na Ocitocina, e aí as contrações vinham a cada 1minuto e meio, quase sem intervalo entre elas, mas a intensidade era a mesma. Quando deu umas 7:30, começou a entrar gente no meu quarto. Muitos residentes queriam assistir o parto. Algumas enfermeiras estavam arrumando materiais pro parto. A hora tinha chegado.

Quando foi 7:45 da manhã, veio uma enfermeira do turno da manhã e me trouxe tranquilidade. Ela me disse que sabia que eu tava sofrendo muito, que sabia que eu não estava brincando, que sabia o quanto era terrível eu estar naquela situação e ninguém fazer nada. Mas agora era hora de fazer alguma coisa. Ela me disse que eu precisava respirar enquanto não estava tendo contração, porque quando ela viesse eu deveria prender a respiração e fazer uma força de cocô duro.
Ela segurou minha mão de um lado e a Karol me segurou do outro.
Eu consegui fazer exatamente tudo o que ela me explicou pra fazer.
A dor já não era tão tensa. Quando eu fazia força quase não sentia dor. Foi a melhor hora do meu TP todo.

Eles mexeram na minha cama que logo se transformou numa maca de parto. Colocaram minhas pernas bem abertas com um pé de um lado apoiado num ferro e a outra do outro lado da cama tb num ferro. Passaram iodo desinfetando tudo. Colocaram uns lençóis verdes da cintura pra baixo. Iluminaram bem lá em "baixo" com uma espécie de holofote. A médica sentou num banquinho bem na minha frente e logo tinham umas 10 pessoas lá dentro pra assistir o parto. A essa altura eu não estava nem aí quem tava lá. Eu só queria trazer a Sarinha pra fora. Nessa hora não existe pudor ou vergonha e sim uma imensa vontade de ver aquele rostinho lindo. Enquanto tudo isso acontecia, eu continua nas orientações da enfermeira enviada por Deus, fazendo força de cocô na contração e respirando no pequeniníssimo intervalo.

Agora sim. Tudo pronto. Agora é pra valer!!!
Veio a primeira contração e forçaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa...
Respira, respira, respira...
Segunda contração e força na barrigaaaaaaaa...
Respira, respira, respira...
Alguém grita: "Já tô vendo o cabelinho, e parece que ela é loirinha!"
As lágrimas já corriam com essa notícia.
Terceira contração e fooooooooooooooorça!

Ela estava descendo e subindo.
Surgiu não sei de onde uma outra enfermeira e subiu em cima de mim, colocou todo peso dela e me ajudou a empurrar. Isso doeu muito e fiquei sem ar na hora, mas resolveu. Senti ela encaixar lá em baixo e não subiu mais.

Recomeça as contrações...
Primeira contração e forçaaaa...
Segunda contração e forçaaaa...
De repente uma picadinha de agulha: "Ai meu Deus, isso significa que lá vem uma episio".
Senti o tec tec tec, aquele barulhinho da tesoura cortando tudo lá em baixo.
Terceira contração e...
Sarinha sai tudo de uma vez só. Nada de cabecinha e depois o corpinho. Veio todinha de uma vez só.
Não senti o círculo de fogo, que todas as mamães relatam, talvez pq estava tudo anestesiado, mas posso garantir que senti ela escorregar com a maior facilidade do mundo depois da episio.

Logo que ela nasceu já a colocaram em cima de mim.
Chorei chorei chorei... A beijei. A acariciei. A levantei e disse: "Senhor, eu a consagro a ti!".
Emoção indescritível. Um milagre de Deus diante dos meus olhos. Uma obra prima nascida de mim.
Naquele instante o tempo parou, e eu pude contemplar o ser mais lindo do mundo, uma verdadeira princesa, a minha princesa!

Cortaram o cordão umbilical e a levaram para medir e pesar, enquanto eu era suturada.
Ela não chorou assim que nasceu, só depois que eles a pegaram.
Nasceu com 3.210kg e 50cm. Apgar 8 no primeiro minuto e 9 no quinto.
Já tomou a primeira vacina e pingaram o colírio de Nitrato de Prata.
Comecei a me sentir mal. Fiquei meia tonta, ouvindo tudo meio robótico. Avisei as enfermeiras, que logo me deram algumas gotas de glicose na boca, e fui melhorando. Era só a exaustão me pegando de jeito. Também, não era pra menos, depois de 31 horas de trabalho de parto, quem não estaria exausta? Mas aguentei. Suportei. E me sinto vitoriosa!

Em alguns minutinhos trouxeram-na de volta pra mim. E já a colocaram pra mamar. Mais emoção! Amamentei pela primeira vez! Mais lágrimas corriam pela minha face.
Que linda, que linda, que linda que ela é! Perfeita!!!
"Você é linda demais, perfeita aos olhos do Pai. Alguém igual a você, não vi jamais..." Essa música do Diante do Trono não saiu mais da minha mente desde esse dia. Essa letra ecoava nos meus pensamentos, e eu cantei pra ela pela primeira vez, e continuo cantando diariamente!

Minha amiga Karol já começou com os telefonemas, e na primeira oportunidade já ligou pro meu marido dando a tão esperada notícia. Mais tarde me contaram (depois ele me confirmou) que ele nunca tinha chorado tanto na vida dele. Tadinho! Fico imaginando como deve ter sido ruim não poder ser meu acompanhante e eu ainda não poder ficar com o celular dando notícias. Então quando fica sabendo que nasceu, desaba mesmo.

Ela nasceu às 8:10 da manhã, de parto normal, depois de longas 31 horas de TP.
Às 9:00hrs eu já estava tomando café da manhã. 12:00 hrs almocei e logo me levantei pra ir ao banheiro.
Daqui pra frente tem mais uma novela, mas isso eu deixo para o próximo post, sobre meu pós-parto.
Sei que esse post ficou imenso, mas eu queria colocar o maior número de detalhes que eu pudesse me lembrar.

Bom, esse foi meu relato de parto.
Agradeço a Deus por ter me dado essa benção, esse dom de ser mãe.
No instante que nasce um bebê, também nasce uma mãe!








Obrigada por tudo, Senhor!!!

4 comentários:

  1. Que relato lindooo e emocionante!!
    Não tem como conter as lágrimas!!
    Parabéns sua filha é linda!!
    bj

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  2. Sou do e-familynet.

    Lindo seu parto, chorei de emoção ! Parabens! Vc foi mt guerreira.
    Sua filha é muito linda!
    Deus de muita saude e felicidades a voces!

    Estou curiosa pra ler sobre seu pos parto, em breve postarei sobre meu pos parto tbm.

    Aqui tem o relato do meu parto, se quiser me visitar ficarei mt feliz!

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  3. Gostaria de saber se depois do corte que vc deve a relação sexual e a mesma tive muitas amigas que relataram que o prazer não é o mesmo pois parece que some isso é verdade?

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  4. Gostaria de saber se depois do corte que vc deve a relação sexual e a mesma tive muitas amigas que relataram que o prazer não é o mesmo pois parece que some isso é verdade?

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