quinta-feira, 24 de maio de 2012

Pós Parto - Em Casa


Demorei mas estou aqui de novo...
Vcs não sabem como é difícil arrumar tempo pra postar coisas aqui no blog com um bebê recém nascido em casa. Meu Deus, como pode 24 horas serem insuficientes para se fazer tudo o que se precisa fazer!!!

Bom, mas vamos ao que interessa...
No post anterior, eu tentei contar pra vcs como foi meu pós parto ainda no hospital, mas eu mal sabia que meu verdadeiro pós parto seria em casa.
Eu cheguei em casa no dia 16 de Abril, numa segunda-feira. Eu estava extremamente feliz por estar de volta em casa... A Karolzona (aquela minha amiga que assistiu meu parto) e meu marido foram me buscar no hospital e me trouxeram pra casa. Quando cheguei, minha casa estava totalmente arrumada e com cheirinho de bebê. Vocês acreditam que meu marido chamou nossa diarista e mandou limpar e arrumar tudo pra minha chegada? Pois eh, achei isso uma linda demonstração de carinho da parte dele.
Estava tudo perfeito... Mal cheguei e já coloquei a Sarah no bercinho dela pela primeira vez. Agora sim o quartinho estava completo. Finalmente o bercinho estava preenchido!
Essas são as fotinhas da primeira sonequinha dela no bercinho. Ou no berção, comparado a ela.








Enquanto ela dormia, a gente foi comer... Me lembro de ter comido muuuuuuuuita batata frita  do Giraffas com ketchup. Desejo realizado, depois de muitos dias com comida de hospital.
Ela acordou e fez seu último cocô de mecônio, aquele bem escuro, quase preto e com cheiro bem forte (kkkkkk) devido a ingestão de líquido aminiótico.
Tirei aquela fralda suja e demos o primeiro banhozinho dela em casa. Ela chorou horrores, mas tudo bem. Arrumei ela bem linda, perfumei-a e sentei na poltrona de amamentação pela primeira vez com real intenção de amamentar... Foi quando notei como minhas costas estavam doendo... As costas e as costelas. Tanto que nem pude usar a almofada de amamentação com a Sarah e sim cmg mesma, pra por nas costas.
Depois que ela mamou apagou de novo...

Eu realmente estava sentindo muita dor nas costas. O Diogo ligou pra um amigo dele que é enfermeiro e perguntou se eu poderia tomar Torsilax (remédio para dores musculares). Ele disse que sim. Então quando o Diogo fosse levar a Karol em casa, ele aproveitaria e passaria na farmácia pra comprar o bendito. Ah, e ainda tinha que comprar tb o antibiótico pra tal infecção urinária e um tal de Damater, que é um polivitamínico e poliminerais.
Notei tb que meus seios doíam muito. Sim, estavam empedrando, e muito. Fui tomar banho! Uau, como é bom tomar banho! Uau, como é bom lavar os cabelos! Uau, como é rejuvenescedor e gratificante um banho quente na sua própria casa!!! Fiz massagem nos seios e ordenhei bem, pra ver se aliviava um pouco. Deixei a água quente cair bastante nos seios... Ah, que alívio!
Mal saí do banho e notei que meus seios voltaram a encher. Ai meu Deus! Eu que temia tanto não ter leite suficiente para amamentar, agora tenho demais! Mais um ítem para as compras na farmácia: uma bombinha de tirar leite!
A bombinha que ele comprou foi essa da foto aí em baixo. Gente, ela é manual, mas é muito boa! Em outro post eu falo melhor dela.

Bom, continuando...
Fora tudo isso eu ainda estava com muita dificuldade pra me sentar, pois tinha um ponto específico que incomodava muito. Quem não leu posts anteriores, é que eu tive que fazer uma episiotomia, então levei vários pontos na Filomena (apelido carinhoso da minha dita cuja, hehehe...). Na verdade só em casa eu peguei um espelhinho e olhei... Descobri que tinham me cortado ao meio... A Filomena e o Jow (apelido do meu fazedor de cocô) se tornaram uma coisa só. Jesus amado, que desespero quando eu vi aquilo! Mas o último ponto, que é o do "arremate" tava me incomodando, e muito. Os outros pontos eram todos internos, nem dava pra ver, mas esse último tinha um nózão de lado de fora. E acreditem, era uma linha de anzol. Credo! Muitas mulheres já sabiam disso, mas eu, nesse quesito, estava totalmente desinformada, pois não cogitei a ideia de ter que levar pontos, então nem procurei saber sobre o assunto. O corte é feito meio de ladinho, mas é tenso!
Ah, achei uma fotinha pra vcs terem uma noção de como é.





É minha gente, os incômodos do parto não acabam quando o parto acaba! Tudo culpa da Eva. Maldita hora que ela foi inventar de comer a tal maçãzinha!!!

Antes do meu marido ir na farmácia comprar tudo isso, ele recebe uma ligação do trabalho dele avisando que ele não teria os 7 dias de licença paternidade. O quê??? Como assim??? Isso significa que eu vou ter que me virar sozinha desde agora??? Isso mesmo! Saco viu. Me lembro de ter ficado muito estressada com isso. Mandei ele ir logo na farmácia, pq se ele ficasse perto de mim, eu ia descontar minha raiva nele. Afão pro serviço dele!!!

Pra aliviar um pouco meu stress, depois que o Diogo voltou da farmácia, meus pais tb chegaram, daí me chamaram lá fora. Eu fui e me deparei com essa faixa:


Pense o tanto que me emocionei!!!
Meu pai, que é um vô muito coruja, que mandou fazer. Era pra ele ter chegado antes de mim e colocado a faixa, mas eu cheguei antes, rsrsrsrs... Mas não tem problema, foi surpresa do mesmo jeito.

É chegado a primeira noite e junto com ela, muita dor!!!
A dor nas costas e nas costelas me impediam de conseguir me levantar da cama e caminhar e a dor na episiotomia me impedia de sentar. Ou seja, com muitos custo eu conseguia me deitar pra dormir, mas quando a Sarah chorava pra mamar, meu marido tinha que ir lá no berço dela, pegá-la e ficar com ela um tempão até que eu conseguisse me apoiar na cabeceira da cama e me levantar. Depois de muito gemer e conseguir sair da cama, eu precisava me sentar na poltrona de amamentação. Tinha que me sentar meia de ladinho, pois aquele "bendito" ponto estava me machucando. Pronto! Depois de amamentada e dormindo, meu marido vinha, pegava ela do meu colo, a colocava no berço e me ajudava a levantar e voltar pra cama. Esse ritual todo se repetia a cada duas horas.
Tomei remédio pra dores musculares fortíssimo e não resolveu. Passei gel de Arnica e não resolveu. Fiz compressa gelada e não resolveu. Massageei com pomada de Cataflan e tb não resolveu.
Eu comecei a chorar e meu marido começou a orar e finalmente amanheceu o dia, e a dor tinha aliviado um pouco.

Ah, assim que nos deitamos pra dormir, meu marido me abraçou e disse que estava muito feliz por eu estar de novo em casa. Que aquela casa sem mim, deixa de ser um lar, e passa a ser só um abrigo. Que lindo!!! Estávamos morrendo de saudades um do outro. Mas o lembrei que temos uma quarentena de abstinência pela frente, rsrsrsrsrs...

E assim se foi o primeiro dia pós parto em casa!!! Sim. Tudo isso foi só o primeiro dia.

Amanheceu o dia e junto com ela veio a solidão.
Meu marido teve que ir trabalhar, meus pais tb, minhas amigas tb! E eu? Tô de molho em casa! Não sozinha, é claro. Estávamos eu, Sarah e Deus, mas mesmo assim eu me sentia sozinha, abandonada, desamparada.
Nesse dia eu senti muita dificuldade de fazer tudo. Lá no hospital tinha muita gente me ajudando, pois eu estava sempre com visitas, tinha minha sogra de plantão comigo, tinham enfermeiras e médicos a minha disposição (tá, nem tanto a disposição assim). Mas aqui em casa, eu tinha que realmente ser mãe!!!
Quando fui dar banho na Sarah, ela esguelou. Gritava ao invés de chorar. Acabei chorando junto.
Comecei a me sentir impotente. Eu a abraçava chorando e dizia: "A mamãe não ta sabendo cuidar bem de vc, mas eu prometo que vou aprender." "Papai do céu não soube escolher direito uma mãe pra você, mas se Ele me escolheu, Ele vai ter que me ensinar."
E foi assim meu dia sozinha. Não consegui almoçar e nem ir ao banheiro, mas consegui chegar a noite ainda viva.
Acho que só nesse dia que a ficha caiu. Agora eu era mãe mesmo.
Fiquei com medo de ter depressão pós parto, ou baby blues, por causa desse meu dia. Mas graças a Deus, essa deprê minha, só durou essa semana mesmo, e mais forte, só esse dia.
Ah, teve uma coisa boa nesse dia. A Laysa me ligou me dando uma notícia: a Gabi estava grávida! Uau. Eu fui a primeira do ministério dos jovens da minha igreja a engravidar, agora foi a Gabi, tomara que a próxima seja a Laysa.
Ah, teve mais uma coisa boa nesse dia: eu tava passando todo dia e em toda troca de fralda, o álcool a 70% no umbiguinho da Sarah. E incrivelmente, com 4 dias de vida, o umbigo caiu! Ficou bonitinho, limpinho, pra dentro, certinho! Graças a Deus, pois acho tão feio umbigo pra fora, estufado...

Na madrugada de terça pra quarta eu não conseguia mais deitar, tamanho era a dor nas costas e nas costelas. Me sentei na poltrona e disse ao meu marido que ia dormir ali. Chorei! Ele buscou meu cobertor e meu travesseiro. Disse que ia encher o colchão de ar e por ali do lado da poltrona pra dormir ao meu lado. Não permiti isso. Ele precisava dormir direito, pois ia trabalhar no dia seguinte. Mas quem disse que ele dormiu? Nem eu e nem ele dormimos. Eu gemia de dor e ele fazendo de tudo pra me ajudar. É remédio, é massagem, é compressa, é oração, é tudo, mas nada d'eu melhorar. Foi então que ele disse que não iria trabalhar naquele dia, que iria me levar ao hospital, que isso não tava certo. Começamos a achar que eu estava com a costela quebrada, de tanta dor que eu sentia.
Como a Sarah ainda não tinha vacina nenhuma, não arriscamos ir com ela a um hospital. Tentamos contato com um médico amigo da família que é ortopedista, e atende em uma clínica particular, mas não conseguimos falar com ele. Então resolvemos ir num postinho de saúde mesmo. Fomos no do Lago Norte.
No meio do caminho comecei a passar mal. Sentia enjoo, muito enjoo. Talvez era pq eu estava tomando muito remédio pra dor e ainda junto com antibiótico. Ou talvez era o stress, o nervoso por estar passando por tudo isso. Até pq era pra estarmos muuuuuuuito felizes com a chegada de uma nova vida. Mas como, se eu só piorava?
Quando chegamos ao postinho, me passaram na frente, pois eles viram que eu mal conseguia andar. Corri no banheiro pra vomitar, mas o mal estar deu uma aliviada. Entrei no consultório e o médico me examinou. Eu estava com duas costelas inflamadas, as duas abaixo do peito esquerdo, e junto o nervo ciático tb. Tudo isso por causa daquela cavala da enfermeira que subiu em cima de mim, com a manobra de alavanca. PQP, afão pra enfermeira.
E os pontos doutor? "Nossa, fizeram um serviço de porco em você". Meu Deus! Como assim? Um dos pontos abriu. Justamente aquele que tava me incomodando. Ele foi mal amarrado e o nó se soltou. E não podia costurar de novo, senão corria o risco de inflamar. É melhor cicatrizar aberto e depois concertar, se for o caso, do que mexer e da uma infecção.
O médico me passou Minisulida (anti-inflamatório) pra inflamação nas costelas e um spray de Rifocina para os pontos. Não confiei muito em nenhum desses dois remédios, mas tudo bem, vamos ver no que vai dar, né?

Na volta pra casa, resolvemos passar na igreja pro Bispo Roberto orar por mim. Ele sempre orou por problemas na coluna das pessoas e Deus o usava para curar. Então, não custava nada ir atrás dele tb, né?! Chegamos lá e ele orou!
Voltamos pra casa. Tomei banho, meu marido jogou o spray nos pontos pra mim e eu tomei o remédio que o médico tinha receitado.
Milagrosamente, em menos de uma hora eu já podia andar, sentar, deitar e me levantar com facilidade! Seja a oração, sejam os remédios ou seja a junção das duas coisas, o que importa é que fizeram efeito! Glória a Deus!
Se eu soubesse que um simples remédio, que geralmente eu tomo pra dor de garganta, ia resolver meu problema, já teria tomado a muito tempo.
No dia seguinte, quando meu marido foi bater o spray de novo, ele se surpreendeu. Ele me disse que já estava bem fechadinho, que não tinha mais nada aberto, que parecia que já tinha passado semanas. Glória a Deus de novo!

Na sexta-feira, dia 20 de Abril, a dona Sarah completou uma semana. Nesse dia me pesei. Eu fui ganhar ela com 73 kg, e com uma semana após o parto eu estava com 65 kg. Em uma semana eu perdi 8 kg. E com 15 dias eu já estava com 61 kg, ou seja, em 15 dias eu perdi 12 kg. Mas daí estagnei! Não perdi nem ganhei mais nada. Dizem que o resto só se perde com 3 meses + ou -. Vamos ver, né?!
Ah, e no dia 21 eu furei a orelhinha dela. Não eu, é claro. Aqui em Brasília, eles não furam em hospital mais, nem nas farmácias, então eu comprei o brinco esterilizado na farmácia, e minha amiga Laysa furou. Fiquei passando o álcool a 70% todos os dias, e rodando o brinco tb. Com 30 dias já estava ótimo, daí já troquei pelo de ouro, que a vovó Vera deu de presente pra primeira netinha.

Bom, e essa foi a minha primeira semana em casa, meia turbulenta, mas necessária!
Comecei a receber visitas só na segunda semana. Ainda bem, né?
E só pra finalizar. No sábado, meu pai fez um churrasco aqui em casa pra comemorar a chegada da primeira netinha dele, e vieram todo minha família por parte de pai pra cá. Eles moram em Anápolis - GO, e me senti lisonjeada com a presença de todos, especialmente com a visita da minha prima Gleice!
Primeira semana com final feliz!

Segue abaixo uma fotinha da minha princesa com uma semana.
Ah, só mais uma coisinha... Eu sempre fui contra a dar chupeta pra bebê, mas agora entendo todas as mães que fazem isso. A Sarah estava fazendo meu peito de bico, e às vezes chorava só por necessidade de sugar. Então, antes que eu ficasse louca, enfiei logo uma chupeta nela.
E agora, é uma tranquilidade só!


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Pós Parto - Hospital

Bom, agora vamos ao meu pós parto...
Hoje minha princesinha já está com 24 dias, então não sei se vou me lembrar de todos os mínimos detalhes, mas vou tentar colocar o máximo de informações que eu conseguir me recordar.

Como todos que acompanham meu blog já sabem, meu parto foi bem difícil por ter sido demorada, mas no fim deu tudo certo. Foram 31 horas de trabalho de parto, mas consegui meu tão sonhado parto normal.

A Sarah saiu do forninho exatamente às 8:10hrs da manhã. Quando foi 9:00hrs eu tomeu café café da manhã, enquanto minha amiga Karolzona paparicava minha princesinha. Tomei café ainda deitada por desencargo de consiência, mas as enfermeiras me disseram que eu podia sentar. Não sei se era a fome, mas aquele pãozinho com manteiga estava simplesmente delicioso... Enquanto eu tomava café, o Diogo chegou ao hospital, mas como eu ainda não estava na maternidade e sim no Centro Obstétrico, ele não pode entrar pra me ver, então a Karol foi até a entrada do CO e levou a Sarinha pra ele ver. Ela me disse que ele dava gargalhadas de felicidade... Ah, como eu queria ter visto essa reação dele.
Ele pediu pra Karol tirar uma foto minha, pra ele ver como eu estava... Eu estava super inchada ainda e horrorosa, mas extremamente feliz! Essa fotinha foi tirada logo após ela nascer, e antes mesmo de cortar o cordão umbilical. A primeira mamada da Sarah, ou a primeira tentativa, hehe...





Às 11hrs a Karol teve que ir embora, e minha sogra veio ficar comigo. Eu estava morrendo de vontade de fazer xixi. Pedi para ir ao banheiro, mas me disseram que eu só poderia ir depois de almoçar. Buscaram uma cumadre pra mim, affff... Fazer xixi naquela bacia de metal, ninguém merece, mas que alívio esvaziar minha bexiga.
Até então o quarto era só meu, mas daí veio uma enfermeira e disse que teria que colocar mais uma paciente ali comigo, que também já tinha dado a luz aquela manhã. Motivo: o hospital estava super lotado e não tinha lugar na maternidade pra me transfirir pra lá e tb não tinha mais lugar no CO para novas futuras mamães em trabalho de parto. Eu estava muito feliz e aquilo estava longe de me deixar irritada. Aceitei e ainda com um belo sorriso no rosto. Agora naquele quarto estavam 2 novas mamães, 2 bebês e 2 acompanhantes.
Quando deu meio-dia meu almoço chegou. Minha sogra me ajudou a me sentar. Achei que poderia me sentir tonta, mas não senti absolutamente nada. Me sentei, almocei e logo queria me levantar. Queria ir ao banheiro de novo.
Novamente veio uma enfermeira e me disse que teriam que me transferir para outro hospital, para o HRAS/HMIB, pois eu precisava ir pra maternidade e lá no hospital que eu estava (HRAN) não tinha vaga. Ok, aliás, foi pra lá que eu fui primeiro pra ganhar a Sarah.
Me levantei com cuidado e fui caminhando normalmente para o hospital. Minha sogra foi atrás, com medo d'eu sentir alguma coisa e desmaiar. Ela deixou a Sarah no bercinho aquecido com as enfermeiras e me acompanhou até o banheiro.
Me sentei no vaso sanitário, fiz meu xixi tranquila e feliz, mas quando fui me levantar, senti uma pontada bem forte nas costas, na altura do seio esquerdo. Deu um grito de dor e susto. Minha sogra correu e entrou no banheiro super assustada. Eu disse que não conseguia me mexer, que estava travada, com muita dor nas costas. Logo veio uma enfermeira e fez uma massagem no local e deu uma aliviada, ela disse que era só uma dor muscular, por causa do grande esforço do parto e porque fiquei muitas horas na mesma posição. Ela pegou uma cadeira de rodas pra me tirar do banheiro sem que eu tenha que forçar a coluna. Sentada, naquela posição, com a coluna reta, eu não sentia absolutamente nada, nenhuma dor nas costas.
Antes de ser transferida, tiraram sangue de mim para fazer alguns exames, um hemograma.

Hora de me transferir pro outro hospital. Eu ainda na cadeira de rodas, colocaram a Sarah no meu colo, dormindo como um anjo, e minha sogra foi me empurrando até a ambulância. Tinham mais 2 mamães sendo tranferidas também comigo. Aliás, uma delas teve seu bebê sozinha no banheiro do hospital. OMG. Quando fiquei sabendo disso fiquei de boca aberta. Eu quase morro pra parir, e ela vai ao banheiro achando que ia fazer cocô e acaba parindo? Caraca!!!
Fomos de ambulância até o outro hospital. Chegando lá comecei a me sentir meia mal. Como se minha pressão tivesse caído. Como eu estava me sentindo mal, logo me colocaram num quarto, mas as outras duas mamães ainda ficaram muito tempo de molho na recepção. Uma falta de respeito.
No meu quarto da maternidade eu poderia receber quantas visitas eu quisesse, mas a acompanhante ainda só poderia ser mulher. Mas só de saber que finalmente eu veria meu marido, eu já me entusiasmava muuuuito. No mesmo quarto, tinham mais 3 mamães com seus bebês, ou seja, 4 puerperas (recém-paridas com os bebês), então vcs não imaginam como que não fica o quarto no horário de visitas.

Eu ainda me sentia mal... Pedi ao Diogo que quando viesse trouxesse sal, pois lá eles não dão sal de jeito nenhum... Tentei tirar um cochilo, mas acho que ainda estava na adrenalina master.
Logo chegou o lanche. Eu não queria comer, pois ainda estava meia mal. Depois de minha sogra insistir muito, acabei comendo. E advinhem só. Foi só eu comer que logo o mal estar passou. Não sei o que era, mas se passou, tudo bem.
De novo vieram tirar meu sangue, para fazer um novo hemograma. De novo?

De repente, aparece na porta meu marido!!! Ah, que felicidade! Ele foi direto em mim, ao contrário de todas as outras pessoas, que iam direto na Sarah. Ele me abraçou, me beijou, disse que me amava e me agradeçou pelo lindo presente que eu tinha dado a ele. Que emoção!!!
Parece besteira, mas foi um momento único, um momento só nosso (apesar de termos muita platéia), um momento onde o amor se tornou palpável.
Quase no fim da tarde vieram meu pais, como era sexta-feira, eles trabalhavam e muito. Então tivemos pouco tempo na sexta, mas no sábado eles vieram com mais tempo. Também foi muito bom a visita deles, afinal eles sofreram junto comigo, só que do lado de fora do hospital.

Durante os dias que eu passei internada eu recebi muitas visitas. Deixa-me ver se me lembro de todos: Diogo (meu marido), minha mãe, meu pai, Dedê (meu irmão), Rebeca, Ely, Ricardo, Guilherme, Rafaella, Karolzona, Laysa, May, Pedro, Carolzinha, Regina, Dr. Evandro, Bispa Waldinéia e Pra. Meire. Acho que foram esses. No total 18 pessoas, mas muitas dessas me visitaram várias vezes. Fizemos uma verdadeira festa no hospital, hehehehe...

Fui tomar banho no mesmo dia, lá pelas 15hrs. Minha sogra ficou comigo no banheiro, pro caso d'eu precisar de ajuda, mas preferi tomar banho sozinha. Descobri que as partes baixas estavam bem inchadas, e parecia que tinham me cortado ao meio. Tinham muitos pontos. A impressão que eu tinha era que a vagina e o ânus eram uma coisa só, que o corte era de um ao outro. Ai meu Deus, o que fizeram comigo?
Só me instruiram a lavar bem com água e sabão, e não passar nada.
Eu não sentia dor... Ainda... Estava anestesiado. Mas sentia um incômodo estranho.
Ah, como foi bom lavar o cabelo, me sentir limpa de novo. Esse banho me deu um novo ânimo!
Tive que usar um absorvente que mais parecia uma fralda geriátrica, mas sangramento mesmo só tive por dois dias, depois ficou uma menstruação normal, e no quarto dia ficou só uma borrinha marrom, tipo fim de menstruação e assim está até hoje.

Depois do banho eu já não conseguia me sentar direito. Fiquei sentindo o último ponto (que é o que tem o nózinho final) o tempo todo, então sentada e deitada eu ficava sentindo ele e isso me incomodava muito. Então eu passava mais tempo em pé do que tudo.
Percebi que meus pés ainda estavam muito inchados. Acho que até mais do que quando estava grávida. Talvez porque eu só ficava de pé, sei lá.
De tempos em tempos uma enfermeira vinha e me dava 3 comprimidos (um buscopan, um paracetamol e um sulfato ferroso).
Lá no hospital que eu ganhei a Sarah, eles liberam em 24 horas para quem teve parto normal, mas no hospital que eu estava, eles só liberam com 48 horas. Oh Lord! Eu só saíria de lá no domingo, e ainda era sexta-feira.

À noite foi ruim. Eu estava muito cansada, mas não conseguia dormir. Aquele clima de hospital era horrível. Eu estava me sentindo num lugar sombrio. A Sarah chorou muito nessa noite. No começo achei que era fome, pois ela mamava, mamava e mamava, mas leite mesmo não saía direito, só uma aguinga (colostro). Depois comecei a achar que tinha algo errado com ela, e levei lá no pediatra de plantão. Ele disse que poderia ser fome mesmo e me deu um tal de complemento, leite NAN no copinho. Até tentei dar a ela, mas ela não aceitou, fez careta e cuspiu tudo. Por fim comecei a achar que era espiritual. Minha sogra não é evangélica como eu e o tempo todo eu tinha que quebrar algumas coisas que ela falava. Coisas do tipo: "Acho que ela vai ser muito medrosa, muito assustada, porque qualquer barulhinho ela se assusta. Você deve ter passado muito medo nela durante a gravidez, com essa história de ir pra acampamento de igreja com plenos 9 meses". "Ah, ela é muito geniosa, vai dar um trabalho danado pra vcs". "Ih, ela é daquelas que não dorme à noite, vai trocar o dia pela noite".
Nada contra minha sogra, mas eu ficava o tempo todo: "Está repreendido em nome de Jesus"!

Finalmente amanheceu o dia! Trouxeram meu café da manhã e junto veio um pediatra e uma ginecologista. O pediatra examinou todos os bebês de lá. Um deles estava com sopro no coração. Meu Deus, que terrível. A Sarah estava ótima, graças a Deus! A ginecologista me disse que meu hemograma tinha dado uma pequena alteração nos leucócitos, e que eu estava com algum princípio de infecção.
Daqui a pouco veio uma enfermeira e colocou um acesso na minha mão, que por sinal doeu pakas, para me dar antibiótico. Eu tinha que tomar dois tipos de antibiótico, 4 vezes ao dia, e a última dose diária era às 3hrs da manhã. Imaginam só. Demoro pra caramba pra pegar no sono, e quando finalmente existe um silêncio total no hospital inteiro, de repente entra uma enfermeira fazendo barulho pra me dar antibiótico. Afff...
No final da tarde de sábado, a Karol voltou pra trocar de lugar com minha sogra. Coincidência ou não, na noite de sábado, a Sarah dormiu super bem, e nem parecia o mesmo bebê da primeira noite. Comecei a ter mais certeza que o desespero dela da noite anterior era realmente espiritual. Foi só minha sogra ir embora que ela se acalmou e se transformou num bebê super tranquilo. Não quero reclamar da minha sogra, até porque ela me ajudou muuuuuuuuuito, tanto comigo tanto com a Sarah, mas tb não posso esconder o sol com a peneira e achar que somos iguais espiritualmente, porque não somos. Enfim, seja lá qual for o real motivo, a Sarah agora era um bebê anjo!
Eu e a Karol conversamos muito, e eu estava super animada, pois sabia que no dia seguinte eu iria pra casa. Pena que eu não estava muito bem em tudo. Sentia muita dor nas costas, e os pontos me incomodavam muito. Eu estava com dificuldade para me deitar e me levantar pelos dois motivos. Quando eu ia me deitar eu forçava a musculatura das costas e acabava gemendo de dor, e quando finalmente conseguia me sentar, os pontos da episio doíam tb. OMG, quanta dor! Ao me levantar era a mesma história. Dor nos pontos e nas costas.

Domingo de manhã. Todas as meninas que chegaram junto comigo se arrumando para ir embora. Me levantei, tomei um banho, dei banho na Sarah sozinha e fiquei papeando, na espera dos médicos. Veio o pediatra, examinou e deu alta para a Sarah e até para aquele bebê que estava com sopro no coração, pois o tratamento seria feito em casa.
Veio a ginecologista e deu alta pra mãezinha desse bebê e quando chegou em mim, me deu uma das piores notícias que eu poderia receber naquele momento: eu não tive alta devido a tal da infecção. Fiquei em choque e nem fiz nenhuma pergunta. Liguei pros meus pais e dei a notícia. Eles me perguntaram que tipo de infecção eu tinha, e eu não sabia responder. Me perguntaram que dia eu teria alta, e eu tb não sabia responder. Me perguntaram que antibiótico eu estava tomando, e mais uma vez eu não sabia a resposta.
Quando veio a enfermeira me medicar eu lhe fiz todas essas perguntas e elas não tinham como me responder, pois só a médica saberia. Só me informaram que eram dois antibióticos, e que agora eu só me lembro o nome de um deles, que era Clindamicina. Elas me disseram que esse tipo de antibiótico é dado geralmente para pessoas com infecção urinária, mas que poderia ser pra outros tipos de infecção também, mas como eram dois, talvez pudesse ser uma infecção mais grave. Pedi para chamarem a médica de novo, mas me informaram que ela só está lá nas manhãs e que aquela hora ela já tinha ido embora. Eu só conseguiria falar com ela no dia seguinte. Afão!!!
Na minha terceira medicação, quem veio foi uma outra enfermeira, e eu lhe fiz as mesmas perguntas. Ela me disse que era sim infecção urinária, e que era porque minha bolsa tinha ficado rota por mais de 8 horas. Menos mal. Achei que ela falou com mais convicção. Mas depois ela me veio com uma notícia ainda pior: esses antibióticos devem ser tomados por 7 a 10 dias seguidos. What??? Eu ficaria internada por no mínimo uma semana??? Pense em alguém que ficou triste!

Chegou a noite e a Karol teve que ir embora e de novo veio minha sogra passar a noite comigo. Eu estava bem deprê... Liguei pra minha mãe e comecei a chorar. Disse que eu queria ir embora, que eu não queria mais ficar naquele lugar terrível, que não era justo eu estar ali, que até a mulher que tinha um bebê doente foi embora e eu que estava com a minha saudável tinha que ficar ali! Minha mãe me tranquilizou um pouco, me disse que ainda bem que com ela estava tudo bem, pelo o menos não era a Sarah que estava com problemas.
Depois de algum tempo a Sarah começou a ficar enjoadinha de novo, como na primeira noite. Pensei: "Meu Deus, a presença da minha sogra não está sendo legal mesmo. Luz não se mistura a trevas."
Mais a noite eu descubro que uma das mães do meu quarto estava com uma bebê super bem, quando ela fez cocô com sangue e teve uma parada cardíaca e a bebê dela foi parar na UTI Neonatal. Ai meu Deus! Como eu queria sair daquele lugar. Ali só tinha coisa ruim, parecia que as trevas tomaram conta do hospital. Uma sensação terrível eu sentia. Como se Deus não estivesse presente ali.
Passaram-se mais algumas horas e olha o que acontece. Sarah vomita uma coisa meia esverdeada e com algumas rajadinhas de sangue. Pense em alguém que entrou em pânico. Chorei horrores, gritei, pedi ajuda. Minha sogra foi atrás de algum médico. Fiquei ali chorando até ela voltar. Imagina só. Eu tinha acabado de ver um bebê ir parar na UTI por causa de sangue no cocô, e quando eu menos espero minha bebê vomita sangue. Jesus socorro!!!
Veio uma enfermeira e me disse que aquilo era super normal. Que era resto de parto. Que eles não fazem mais lavagem no bebê, e por isso quase todos vomita essas coisas até uma semana depois do parto. Que se o sangue fosse no cocô, aí sim eu deveria me preocupar. Mas que era pra eu ficar tranquila, que a Sarah estava super bem...
Tentei me acalmar, mas depois de tanta coisa, eu não conseguia dormir, nem me acalmar, nem me tranquilizar... Mas Deus foi bom comigo... Já era mais de meia-noite quando surge na porta do quarto a Pra. Meire. Deus ouviu minhas preces e mandou alguém pra me ajudar naquele momento de aflição. Eu não sabia, mas padres e pastores podem entrar em hospitais a qualquer hora. Que bom isso!
A Pra. Meire me disse que eu sou luz, e onde eu estivesse o Senhor estaria comigo, que não importa o quão sombrio o lugar possa parecer, Deus estaria presente ali comigo! Nossa, parecia que ela tinha lido meus pensamentos e sabia o que estava acontecendo no meu interior. Como Deus é lindo!
Ela leu uma passagem da Bíblia pra mim, mas não consigo me lembrar a passagem, mas sei que era exatamente o que eu estava sentindo. O diabo estava tentando me intimidar, me deixar frágil, deprimida! Mas eu deveria me re-erguer, e não aceitar nenhum pensamento pra baixo. Eu deveria estar muito feliz com essa nova vida que estava ali nos meus braços. Ela orou por mim e imediatamente eu já me sentia melhor.
A mãezinha que estava com a bebê na UTI, ao vê-la, logo pediu para ela orar por ela tb... Percebi que a Pra. Meire não estava ali só por mim, mas tb por outras pessoas. Deus tinha usado a minha situação para a Pastora ir até lá e ser canal de benção para outras pessoas tb. Fiquei sabendo que a guardinha daquela noite do hospital tb pediuoração pra ela. Que benção!

Logo que a Pra. Meire foi embora, a Bispa Waldinéia me ligou e orou por mim tb. Disse pra eu ficar calma que Deus estava enviando os anjos dele até lá e resolvendo esses probleminhas, e que o anjo Rafael, o anjo da cura, estava sendo enviado para normalizar meus leucócitos. E que amanhã mesmo eu estaria na minha casa. Amém!!! Confiei, cri e aceitei isso na minha vida!!!

Manhã de segunda-feira. Tomei café da manhã já com outro ânimo! Minha sogra foi embora e de novo a Karol veio ficar comigo. Veio o pediatra, olhou de novo a Sarah (mesmo ela já estando de alta desde o dia anterior) e disse que ela estava ótima. Veio a ginecologista... Olhou meus pontos, meu sangramento e meus exames. Disse que meus leucócitos tinham abaixado e que minha infecção estava controlada. Glória a Deus!!! Me deu alta e disse que eu continuaria o tratamento em casa mesmo!!!
Como Deus é fiel!!! Em questão de algumas horas, Ele, o Todo Poderoso, reverteu todo o meu quadro infeccioso! Aleluia, Senhor!!!
A médica disse que meus seios estavam empedrando de tanto leite, e que eu deveria ordenhar e doar, senão eu poderia ter uma mastite! Deus me livre. Tratei logo de pegar um potinho e esvaziar as duas mamas...
Eu e Karol demos banho na Sarah e eu nem quis tomar banho, preferi tomar banho quando chegasse em casa.

Chegaram com minha alta, mas sem a receita do antibiótico. Questionei e me disseram que a médica não tinha deixado nada pra mim e que ela já tinha ido embora. Bom, eu estava louca pra ir embora, resolvi nem brigar por isso. Como eu sabia qual antibiótico eu estava tomando, bastava eu comprar e continuar tomando. Mas me lembrei que eram dois. Fui atrás das enfermeiras pra descobrir o nome do segundo antibiótico, e lá tinha outra médica que disse que era um absurdo, que eu não deveria ir embora sem receita de jeito nenhum. Gelie na hora. Imaginei que ficaria ali por mais um dia por causa disso. Mas eu estava errada. Ainda bem! Ela me receitou só um antibiótico, e um tal de Demater, que é um polivitamínico.
Corri e me aprontei!
O Diogo chegou e finalmente conseguimos sair do hospital!



Ai que felicidade!!!
A primeira fotinha é a gente saindo do hospital, a segunda é a Sarinha já dentro do carro, e a terceira é ela no bercinho já em casa!!!

E assim termina meu pós parto no hospital, mas meu pós parto em casa só estava começando...